A Transparência Internacional, entidade de relevo internacional dedicada à promoção da transparência e ao combate à corrupção, emitiu uma declaração pública na qual qualifica como “escandalosa” a recente divulgação de elos entre o Banco Master — instituição financeira atualmente sob investigação por supostos desvios que somam cifras bilionárias — e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação da organização não governamental intensifica o debate acerca da integridade e da imparcialidade do Poder Judiciário no Brasil.
Desde sua fundação em 1995, a Transparência Internacional tem sido uma voz ativa na fiscalização e na medição da percepção da corrupção em diversos países, notadamente através de seu conhecido Índice de Percepção da Corrupção (IPC). A intervenção da entidade ressalta a gravidade das informações que vêm à tona, as quais apontam para uma proximidade questionável entre a cúpula judicial e um banco em apuração.
A controvérsia ganhou destaque com a menção específica a um contrato de R$ 129 milhões que, segundo as revelações, estaria vinculado à esposa de um dos ministros da mais alta corte do país. Essa informação, ainda que parcial na sua divulgação original, levanta sérias questões sobre potenciais conflitos de interesse e a percepção pública de independência judicial.
O Banco Master, por sua vez, tem sido alvo de uma investigação robusta que apura supostos desvios financeiros de grande vulto, o que amplifica as preocupações éticas e legais em torno de quaisquer vínculos com o STF. A ligação entre uma instituição sob tão sério escrutínio e membros do principal órgão judicial brasileiro é vista pela Transparência Internacional como um fator que abala a confiança nas instituições. A imparcialidade do Supremo Tribunal Federal, corte responsável por decisões cruciais que afetam a vida política, econômica e social do Brasil, é um pilar fundamental da democracia, e qualquer suspeita de influência externa ou conflito de interesses pode comprometer sua legitimidade e autoridade.