O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, anunciou a nomeação de Judith Marín para a chefia do Ministério da Mulher e Equidade de Gênero. A escolha gerou repercussão devido às posições publicamente conhecidas de Marín, que se alinha a pautas pró-vida e pró-família, além de ter manifestado a intenção de revisar o papel e a atuação da pasta governamental.
As pautas associadas à futura ministra, como a defesa da vida desde a concepção e a promoção de estruturas familiares tradicionais, divergem de abordagens progressistas frequentemente associadas a ministérios de gênero na América Latina. Tradicionalmente, tais órgãos têm como foco a promoção da igualdade, o combate à violência contra a mulher, a autonomia reprodutiva e a defesa dos direitos LGBTQIA+.
A declaração de Marín sobre a necessidade de uma reavaliação das funções do ministério levanta questionamentos sobre a direção que a política de gênero chilena tomará sob a nova administração. O governo Boric, conhecido por sua plataforma progressista e por abraçar agendas de direitos sociais e ambientais, terá em sua equipe uma figura com visão distinta sobre questões centrais para o movimento feminista e de direitos humanos.