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Cuba: Perseguição a Cristãos Intensa e Crescente, Alerta Relatório

Tiago Chagas

A comunidade cristã em Cuba enfrenta um cenário de severa opressão, conforme revelado pela Lista Mundial da Perseguição 2026, um levantamento anual que monitora a liberdade religiosa globalmente. A nação caribenha foi classificada na 24ª posição entre os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos e emerge como o território mais perigoso para os fiéis em toda a América Latina.

Este levantamento, realizado anualmente pela organização internacional de vigilância religiosa Portas Abertas (Open Doors), analisa e classifica a situação da liberdade religiosa em diversos países. A posição de Cuba na lista reflete a metodologia rigorosa do estudo, que considera a intensidade da violência, a pressão governamental e social, e as restrições impostas à prática de fé, sublinhando um ambiente onde a comunidade cristã é constantemente monitorada e cerceada.

Raízes Históricas e Controle Estatal

A relação entre o Estado cubano e as instituições religiosas tem sido complexa e marcada por períodos de intensa restrição, especialmente após a Revolução Cubana de 1959. O regime comunista implementou inicialmente políticas de ateísmo de Estado, resultando em anos de repressão e marginalização das comunidades de fé. Embora tenha havido uma gradual, porém limitada, abertura e reconhecimento da liberdade de culto nas últimas décadas, o governo cubano mantém um controle rigoroso sobre todas as instituições religiosas, exigindo registro e autorização para a maioria das atividades e manifestações públicas de fé.

Mecanismos da Perseguição

A perseguição em Cuba se manifesta não apenas através de atos diretos de violência, mas também por meio de pressões sutis e sistêmicas que visam controlar e desmobilizar as comunidades religiosas. Isso inclui a negação de licenças para construção, reparo ou ampliação de templos, vigilância constante sobre líderes e membros das igrejas, restrições à importação de literatura e materiais religiosos, e a proibição de atividades evangelísticas fora dos locais de culto aprovados. Cristãos envolvidos em ativismo social, educacional ou de direitos humanos são frequentemente alvo de assédio, detenções arbitrárias e outras formas de intimidação pelas autoridades.

O Impacto na Vida dos Fiéis

Para os cristãos cubanos, essa realidade se traduz em desafios diários na vivência plena de sua fé. A impossibilidade de expressar abertamente suas crenças no espaço público, a dificuldade em educar seus filhos dentro dos princípios religiosos e o constante medo de represálias por participar de atividades consideradas 'não aprovadas' criam um ambiente de tensão e insegurança. Muitos são compelidos a praticar sua fé em sigilo ou a buscar acomodações com as restrições impostas para evitar confrontos diretos com o Estado.

Repercussão Internacional e Apelos

Organizações internacionais de direitos humanos e governos democráticos frequentemente expressam profunda preocupação com a situação da liberdade religiosa em Cuba, apelando para que as autoridades da ilha respeitem os direitos fundamentais de seus cidadãos, conforme estabelecido em tratados internacionais. A persistência de Cuba em posições de destaque em relatórios anuais de perseguição religiosa sublinha a urgência de uma maior abertura e garantia de liberdades civis e religiosas para todos os seus habitantes.

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