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Perseguição a Cristãos Atinge Recorde Histórico Global

Wil

A perseguição religiosa contra cristãos alcançou um nível sem precedentes em escala global, conforme os dados do Relatório Anual de 2026, divulgado pela organização internacional Portas Abertas. O levantamento alarmante revela que cerca de 388 milhões de fiéis foram submetidos a formas severas ou extremas de hostilidade devido à sua fé no período analisado. Este número representa um acréscimo notável em relação aos 380 milhões registrados no relatório anterior (2025) e constitui a cifra mais elevada desde que a Portas Abertas iniciou sua monitoria detalhada sobre a perseguição religiosa em âmbito mundial.

Escalada da Hostilidade Religiosa

A contínua escalada da perseguição sublinha uma tendência preocupante de deterioração da liberdade religiosa para comunidades cristãs em diversas partes do globo. A Portas Abertas, que opera globalmente, documenta casos de repressão e emprega uma metodologia rigorosa para quantificar os níveis de hostilidade. Essa avaliação considera desde a pressão social e governamental até atos explícitos de violência, classificando o impacto como 'alto' ou 'extremo' para os grupos afetados.

A Metodologia da Portas Abertas

Fundada em 1955, a Portas Abertas (Open Doors, em inglês) dedica-se a apoiar cristãos perseguidos e a sensibilizar a comunidade internacional sobre os desafios enfrentados por essa fé. Seu principal instrumento de pesquisa é a Lista Mundial da Perseguição (World Watch List – WWL), um ranking anual que identifica os países onde os cristãos enfrentam os mais altos níveis de opressão. O relatório considera cinco esferas da vida — privada, familiar, comunitária, eclesial e nacional — além da violência física, para traçar um panorama completo da situação.

Análises recorrentes da entidade apontam governos autoritários, regimes extremistas e conflitos regionais como os principais catalisadores do ambiente de perseguição. A crescente instabilidade política e social em várias regiões, que favorece a ascensão de grupos militantes ou ideologias radicais, tem sido um fator determinante para a vulnerabilidade cada vez maior das comunidades cristãs, conforme detalhado nos relatórios anuais da organização.

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