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Israel Reverte Proibição e Permite Entrada de Cardeal ao Santo Sepulcro

Tiago Chagas

As autoridades israelenses reverteram sua decisão inicial de proibir a entrada de um cardeal católico no complexo da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. A permissão para o alto prelado celebrar uma missa no local sagrado foi concedida após um período de intensa condenação internacional e críticas generalizadas.

A decisão prévia de barrar o acesso do religioso, cuja identidade não foi detalhada, havia provocado forte repúdio de diversas entidades eclesiásticas e organizações de direitos humanos. Em comunicados públicos, essas instituições classificaram o impedimento como um “grave precedente” e uma medida “manifestamente desproporcional”, levantando sérias preocupações sobre a liberdade de culto e o respeito ao histórico status quo dos locais santos.

A Igreja do Santo Sepulcro, situada na Cidade Velha de Jerusalém, é um dos locais mais venerados do Cristianismo, tradicionalmente apontado como o palco da crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo. A administração do complexo é compartilhada por várias denominações cristãs sob um arranjo conhecido como “Status Quo”, que visa preservar a coexistência e o acesso.

O “Status Quo” é um conjunto de acordos e entendimentos, alguns com origens no Império Otomano, que regulam a posse e o acesso aos principais santuários cristãos em Jerusalém e Belém. Israel, como potência administradora da Cidade Velha desde 1967, possui a responsabilidade de garantir a liberdade de culto para todas as religiões. No entanto, incidentes de restrição de acesso, especialmente para visitantes não-residentes, não são incomuns e frequentemente geram controvérsia diplomática e religiosa.

A revogação da proibição sinaliza uma resposta às pressões diplomáticas e eclesiásticas, buscando mitigar as tensões geradas pelo incidente. Embora as autoridades israelenses não tenham explicitado o motivo exato para a restrição inicial, a rápida mudança na postura sublinha a sensibilidade das questões que envolvem a liberdade religiosa e o acesso a locais sagrados em uma das cidades mais disputadas do mundo.

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