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Ex-Sacerdote David Tudor Recebe Segunda Interdição Vitalícia na Igreja da Inglaterra

Staff writer

O ex-sacerdote da Igreja da Inglaterra, David Tudor, foi recentemente alvo de uma segunda interdição vitalícia de qualquer ofício ministerial. A decisão decorre de um processo disciplinar que confirmou denúncias de abuso sexual contra uma adolescente de 15 anos ocorridas em meados da década de 1980, somando-se a uma proibição anterior imposta em 2024 por outros casos de má conduta.

A mais recente sanção foi emitida por um Tribunal Disciplinar Episcopal da Diocese de Southwark, após deliberações em novembro que validaram a queixa de uma mulher. As alegações referem-se ao período em que Tudor exercia o sacerdócio nesta diocese. A gravidade da medida sublinha o compromisso da Igreja em abordar casos de abuso e proteger fiéis.

Esta não é a primeira vez que Tudor enfrenta uma proibição vitalícia. Em 2024, ele já havia sido banido do ministério após admitir a veracidade de acusações de abuso sexual apresentadas por duas outras mulheres. A reiteração da penalidade ressalta a seriedade e a amplitude das condutas pelas quais foi responsabilizado.

As investigações sobre Tudor envolveram tanto a Diocese de Southwark, onde os abusos originais ocorreram, quanto a Diocese de Chelmsford. Após um período de suspensão, Tudor retomou suas atividades ministeriais em Chelmsford em 1997, levantando questões sobre a supervisão e o histórico de segurança.

Análise da Conduta e Questionamentos à Liderança

O caso de David Tudor também trouxe à tona questionamentos sobre a conduta do atual Arcebispo de York, Stephen Cottrell. Cottrell foi Bispo de Chelmsford a partir de 2010 e, na época, enfrentou a "situação terrível" de não poder legalmente agir contra Tudor sem novas denúncias ou evidências. Um tribunal recente o inocentou de qualquer má conduta direta, embora tenha constatado que "alguns erros foram cometidos" na gestão do caso ao longo do tempo.

Repercussão e Pedidos de Desculpa das Dioceses

Em resposta à nova proibição, o Bispo de Southwark, Christopher Chessun, expressou profunda gratidão à coragem da mulher que apresentou a queixa e pediu desculpas "sem reservas pela dor e trauma" causados por David Tudor. Ele também estendeu seu agradecimento a todos os envolvidos no processo e aos profissionais de salvaguarda de ambas as dioceses e da Equipe Nacional de Salvaguarda da Igreja da Inglaterra.

A Bispa de Chelmsford, Guli Francis-Dehqani, ecoou essas palavras, reforçando a coragem da denunciante e lamentando o sofrimento infligido. Ela também confirmou que as dioceses de Southwark e Chelmsford, juntamente com a Equipe Nacional de Salvaguarda, continuam a apoiar uma Revisão Independente das Práticas de Salvaguarda relacionadas ao caso David Tudor, visando aprimorar os protocolos de proteção.

Canais de Apoio às Vítimas

Para aqueles que foram afetados por esta notícia ou por outras situações de abuso e buscam apoio independente, estão disponíveis recursos como a linha de ajuda Safe Spaces, no telefone 0300 303 1056, ou o contato direto com a equipe de salvaguarda diocesana de sua região, bem como a Equipe Nacional de Salvaguarda da Igreja da Inglaterra através do e-mail safeguarding@churchofengland.org.

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