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Ex-esposa de Davi Passamani Desmente Acusações Contra Diretoria da Igreja Casa

Giovanna de Almeida Lovaglio rebate as acusações feitas pelo seu ex-marido Davi Passamani. (Fot...

Giovanna de Almeida Lovaglio, ex-esposa do pastor Davi Passamani, rechaçou publicamente as acusações judiciais apresentadas pelo religioso contra a atual administração da Casa Ministério Cristão. Em vídeo divulgado na noite de quinta-feira, 2 de maio, Lovaglio classificou o processo como uma “batalha imaginária”, negou irregularidades na gestão da igreja e reiterou acusações contra o ex-marido, prometendo apresentar provas adicionais.

As declarações de Lovaglio surgem como resposta à ação judicial movida por Passamani em Goiânia, que visa o afastamento da diretoria da instituição sob alegação de desvio de recursos e esvaziamento patrimonial. A ex-esposa de Passamani sugeriu que a divulgação das acusações foi estrategicamente coordenada para coincidir com seu aniversário e com a recuperação de seu pai, que havia recebido alta recente da UTI. Ela enfatizou que seu silêncio anterior não deveria ser interpretado como fragilidade, mas sim como uma priorização da dor causada por seu ex-marido a diversas pessoas.

Giovanna contestou a tese de má gestão financeira como o motivo da queda na arrecadação da igreja. Segundo ela, a redução no fluxo de caixa deve-se, na verdade, ao afastamento de fiéis provocado pelas denúncias e controvérsias que envolveram Davi Passamani anteriormente. Ela declarou possuir mensagens e outros elementos que poderiam ser apresentados publicamente para responsabilizá-lo criminalmente, chegando a afirmar: “Muito em breve eu vou te colocar na cadeia”. Lovaglio assegurou que a Casa Ministério Cristão permanece unida e fortalecida, negando qualquer crise institucional.

O Embate Judicial e as Acusações de Passamani

O ex-pastor Davi Passamani, conhecido por seu histórico de controvérsias e denúncias que culminaram em seu afastamento da liderança religiosa, ingressou com uma ação na Justiça de Goiânia. Nela, ele pleiteia o afastamento da atual diretoria da Casa Ministério Cristão e sua nomeação como administrador provisório da igreja por um período de 12 meses. As alegações centram-se em um suposto esvaziamento financeiro da instituição, com desvios de receitas milionárias provenientes dos royalties da banda Casa Worship para a empresa CW Produções Ltda., que seria ligada a Giovanna Lovaglio.

A petição judicial apresenta dados que indicariam uma acentuada queda na receita operacional da igreja, passando de R$ 5,58 milhões em 2023 para R$ 2,02 milhões em 2024 e uma projeção de R$ 288 mil para 2025. O processo também aponta um déficit superior a R$ 1 milhão, além de dívidas e ações de cobrança que evidenciariam um risco iminente de colapso financeiro. Passamani busca, além da remoção da diretoria, a prestação de contas detalhada, a restituição de valores e informações completas sobre contratos e repasses relacionados à exploração econômica da Casa Worship. Até o momento, não há uma decisão judicial sobre o pedido.

As Defesas das Partes

Em nota oficial, a defesa da Casa Ministério Cristão negou veementemente todas as acusações, classificando-as como tendo um caráter de vingança pessoal. Os advogados da igreja sustentam que a redução das receitas ocorreu devido à evasão de fiéis após as denúncias envolvendo o próprio Passamani, e não por desvios de recursos. A instituição informou que está conduzindo uma auditoria independente abrangendo as gestões anterior e atual, além de estar empenhada em negociar a permanência no imóvel onde opera. A igreja assegura que apresentará à Justiça toda a documentação contábil necessária para comprovar a regularidade de sua administração e esclarece que a questão dos royalties da banda Casa Worship já é objeto de um processo judicial separado, negando categoricamente qualquer desvio de fundos.

Por sua vez, a defesa de Davi Passamani, por meio do advogado Diogo Procópio, declarou que a ação judicial não tem como objetivo recolocá-lo na liderança da Igreja Casa. Em comunicação com a imprensa, Procópio explicou que o processo se concentra em supostos casos de esvaziamento patrimonial, desvio de royalties da banda Casa Worship e irregularidades administrativas que teriam sido cometidas pela atual gestão da igreja, reiterando o pedido de afastamento da diretoria e a apuração detalhada da destinação dos recursos financeiros da instituição.

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