Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar conjunta contra o Irã nas primeiras horas deste sábado, 28 de fevereiro de 2026. A operação, que incluiu ataques aéreos e marítimos a alvos estratégicos em diversas cidades iranianas, incluindo a capital Teerã, foi anunciada pelos líderes de ambos os países como uma medida para neutralizar ameaças iminentes e impedir o avanço do programa nuclear de Teerã. Esta ação representa uma das mais significativas escaladas de conflito no Oriente Médio em décadas, com a resposta iraniana já confirmada por meio de lançamento de mísseis e drones contra Israel e bases americanas na região.
Justificativa dos Ataques e Objetivos Declarados
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou o início da operação, justificando-a pela hostilidade de longa data do regime iraniano. Em seu pronunciamento, Netanyahu afirmou: "Durante 47 anos, o regime dos aiatolás gritou 'Morte a Israel', 'Morte à América'. Derramou nosso sangue, assassinou muitos americanos e massacrou seu próprio povo." Ele complementou que a ação conjunta visa evitar que "este regime terrorista assassino se arme com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade", e sugeriu que a intervenção também criará "condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino."
De forma paralela, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que seu país havia iniciado "grandes operações de combate" para neutralizar ameaças consideradas críticas e iminentes oriundas do regime iraniano. Autoridades de ambos os países detalharam que os alvos da operação incluem instalações militares, infraestrutura de mísseis e locais associados ao desenvolvimento nuclear iraniano.
Contexto Geopolítico e Tensão Prolongada
A tensão entre o Irã, Israel e os Estados Unidos tem raízes profundas, intensificadas desde a Revolução Islâmica de 1979 e, mais recentemente, pelas preocupações com o programa nuclear iraniano. Israel consistentemente classificou o avanço nuclear de Teerã como uma "ameaça existencial", enquanto Washington o vê como uma prioridade estratégica de segurança global. Analistas de política externa sugerem que, além dos objetivos declarados de desmantelar instalações militares e frear o programa nuclear, um dos intuitos da operação americana pode ser, em última instância, uma mudança de regime em Teerã.
Detalhes da Ofensiva e Alvos
Relatos de agências internacionais de notícias e testemunhas indicam que explosões foram registradas em diversas localidades iranianas, incluindo a capital Teerã. Autoridades confirmaram ataques coordenados por ar e mar, com descrições de mísseis de cruzeiro atingindo várias regiões e colunas de fumaça visíveis. A operação, segundo o governo israelense, foi planejada por meses em colaboração com Washington, e a intensidade dos bombardeios sugere uma ofensiva contínua, com múltiplos mísseis atingindo o território iraniano de forma quase simultânea.
A Posição da Oposição Iraniana
Em meio à crise, o príncipe herdeiro Reza Pahlavi, figura de destaque da oposição iraniana no exílio, utilizou suas redes sociais para se dirigir diretamente ao povo iraniano. Ele pediu que a população "permanecesse focada em nosso objetivo final: retomar o controle do Irã", e solicitou que as pessoas "permaneçam em suas casas por enquanto e mantenham a paz e a segurança", mas que estejam "vigilantes e prontos para retornar às ruas para a ação final no momento oportuno", que seria posteriormente informado em detalhes. Pahlavi descreveu a intervenção como uma ação humanitária, direcionada ao regime e não à na nação iraniana.
Resposta Imediata do Irã
Poucas horas após o início da ofensiva conjunta, o Irã retaliou, lançando mísseis e drones em direção a Israel e a bases militares americanas localizadas na região, o que eleva a dimensão do conflito e sinaliza uma resposta imediata e direta à incursão militar dos Estados Unidos e de Israel.