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Restrições Aumentam para Católicos em Xangai e Pequim

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Um relatório anônimo de um fiel católico de Xangai, disseminado em 19 de agosto por um dissidente chinês, detalha um acirramento das restrições impostas às atividades religiosas católicas em grandes cidades da China. O documento, que data de 1º de agosto, descreve uma intensificação das medidas de controle que afetam desde a disponibilidade de literatura sagrada até a organização de eventos e peregrinações.

Supressão de Artigos Religiosos e Publicações

De acordo com o relato, uma loja de artigos religiosos associada à Catedral de Santo Inácio, em Xangai, iniciou no ano passado a remoção gradual de livros teológicos de suas prateleiras. Em uma visita do informante em 1º de agosto, a loja estava desprovida de quaisquer livros, estátuas ou ornamentos religiosos. Nem mesmo Bíblias ou as 'Quatro Orações Comuns', amplamente utilizadas por católicos, estavam disponíveis para aquisição. Ao ser questionado sobre a ausência dos materiais, um funcionário respondeu enigmaticamente: 'Eles se foram, todos se foram'.

Essa prática ecoa restrições observadas em Pequim. Um relatório anterior do The Epoch Times indicou que igrejas católicas na capital chinesa haviam retirado Bíblias de suas lojas já em junho, eliminando um importante canal físico para os fiéis acessarem as escrituras. O católico de Xangai expressou sua profunda indignação com a situação, classificando como 'absurdo' o fato de não ser possível comprar uma Bíblia dentro de uma igreja.

Vigilância Sobre Peregrinações e Acesso a Templos

A Catedral de Santo Inácio, um marco em uma área turística de Xangai, permanece fechada para visitantes desde o início do ano, sob a justificativa de 'reformas internas'. Contudo, o informante sugere que a decisão sobre a reabertura do templo não está inteiramente sob a autonomia da administração eclesiástica, levantando suspeitas sobre o verdadeiro motivo do fechamento prolongado.

Adicionalmente, o relatório descreve o cancelamento de uma peregrinação programada para julho, notificado por um sacerdote durante uma missa em uma igreja católica menor em Pequim. O sacerdote explicou que novos e complexos 'requisitos regulatórios' tornaram a aprovação de peregrinações inter-regionais praticamente inviável. Ele também alertou que as igrejas locais são agora obrigadas a reportar fiéis que viajem sem autorização oficial, sugerindo uma crescente vigilância. Como consequência, os católicos podem ser forçados a realizar deslocamentos em grupos muito pequenos, de 'dois ou três', e muitas atividades comunitárias foram suspensas, marcando um 'tempo especial' de restrições.

O Contexto da 'Sinicização' da Religião na China

Essas medidas de controle se inserem no contexto da política de 'sinicização' das religiões imposta pelo governo chinês, que visa adaptar todas as crenças aos valores do socialismo e à autoridade do Partido Comunista. A política, intensificada nos últimos anos, afeta não apenas os católicos, estimados em cerca de 10 a 12 milhões no país, mas também outras comunidades religiosas. Apesar de um acordo provisório assinado em 2018 entre a Santa Sé e Pequim sobre a nomeação de bispos, as tensões persistem entre a Igreja Católica 'oficial' (Associação Patriótica Católica Chinesa) e as comunidades 'clandestinas' leais ao Vaticano. A 'sinicização' frequentemente se traduz em um controle mais rigoroso sobre o clero, a educação religiosa e as manifestações públicas da fé, limitando progressivamente a liberdade religiosa.

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