Um youtuber cristão foi sentenciado a cinco anos de trabalhos forçados no Egito, sob a acusação de evangelização, conforme reportagem da organização internacional Portas Abertas. A condenação repercute como um grave alerta sobre as restrições à liberdade religiosa e de expressão na nação norte-africana, que tem sido alvo de escrutínio por parte de entidades de direitos humanos.
A Portas Abertas, que se dedica ao monitoramento e apoio a cristãos perseguidos em todo o mundo, destacou que indivíduos que abandonam o Islã para se converterem ao cristianismo enfrentam uma intensificação da perseguição no país. Essa vulnerabilidade acentuada é uma constante em diversas nações com maioria muçulmana, onde a apostasia ou o proselitismo podem ser severamente punidos.
Contexto da Liberdade Religiosa no Egito
Embora a Constituição egípcia formalmente garanta alguma liberdade de crença, a conversão do Islã para o cristianismo não é oficialmente reconhecida pelo Estado e, frequentemente, acarreta sérias implicações legais, sociais e administrativas. A divulgação ativa do Evangelho, especialmente por ex-muçulmanos, é muitas vezes interpretada pelas autoridades como uma afronta à ordem pública ou como um ato de proselitismo ilegal, acarretando punições severas.
A imposição da pena de trabalhos forçados neste caso reflete a gravidade com que as autoridades egípcias tratam questões de fé que desafiam o status quo religioso e social. Organizações de direitos humanos têm reiteradamente criticado o sistema judicial do Egito por sentenças consideradas desproporcionais em casos envolvendo liberdade de expressão, reunião e religião, apontando para um padrão de repressão.
Monitoramento Internacional e Perseguição
A Portas Abertas classifica o Egito entre os países onde cristãos enfrentam alta perseguição, citando a pressão governamental e social. A comunidade copta ortodoxa, a maior minoria cristã do Oriente Médio, embora com presença histórica e reconhecimento, ainda lida com desafios e discriminação. No entanto, os convertidos do Islã estão particularmente expostos a acusações de desrespeito à religião dominante, frequentemente resultando em condenações penais.